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Moradores das comunidades localizadas nas regiões de fronteira de Israel não deixaram que a visita do presidente iraniano ao sul do Líbano perturbasse as suas rotinas diárias. "São os cidadãos libaneses que deveriam estar preocupados" eles dizem.
Enquanto isso, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, criticava Israel durante seu discurso em Beirute e recebia um grau de doutorado honorário de uma universidade local, e a sua esposa comparecia a várias conferências no sul do Líbano. O presidente chegou à área na quinta-feira.
Azam al-Sadat Farahi, um engenheiro com mestrado em educação e outros representantes da delegação iraniana visitaram a aldeia de Mleeta, onde o Hezbollah abriu o "Museu Turístico da Resistência" há alguns meses.

Mulheres que apóiam o Hezbollah e parentes de terroristas xiitas que foram mortos durante a guerra com Israel, saudaram a delegação com flores, e a esposa e o filho de Ahmadinejad assinaram o livro de visitantes da cidade.
Enquanto isso, os moradores das comunidades israelenses na fronteira prosseguiram com sua rotina diária. "De nossas casas podemos ver a passarela que foi paga pelo Irã. Nos dias de calma ela é usada para coletar informações sobre as atividades das FDI, e durante época de problemas serve como um posto avançado do Hezbollah" relatou Shimon Biton, secretário do Moshav Avivim.

Ami Dahan, também do Avivim acrescentou: "Houve relatos de que o presidente iraniano estava planejando se aproximar da cerca da fronteira e atirar pedras. Alertamos que para cada pedra atirada nós iremos construir outra casa e plantaremos uma nova árvore. "Quem deveria ficar preocupado são os que moram no sul do Líbano. Eles já sofreram por 40 anos nas mãos do regime sírio e agora eles poderão sofrer como vítimas de um regime extremista iraniano. “Quando se olha através da cerca da fronteira você não vê símbolos do estado independente do Líbano, mas somente as bandeiras do Hezbollah e do Irã, que estão apertando o cerco no sul do país” afirmou ele.

Balões azul e branco, as cores da bandeira de Israel, foram colocados do lado israelense da fronteira com o Líbano.
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